
Rodoviário B2B: conectando uma jornada de viagem mais completa
07/08/2026Veja como o 10º Hackathon Niara avançou em Rodoviário B2B, compra com um clique, Agente de Receita e upgrade, com fluxos testados e roadmap claro.
O 10º Hackathon Niara foi encerrado na sexta-feira, 7 de agosto, depois de cinco dias de trabalho intensivo entre profissionais de produto, tecnologia e negócio. Se a abertura do encontro definiu integração, escala e novas receitas como prioridades, a reunião final mostrou como esses objetivos começaram a ganhar forma em fluxos testáveis.
Três grupos multidisciplinares partiram de desafios diferentes: ampliar a oferta corporativa com o Rodoviário B2B, reduzir o atrito no pagamento com a compra com um clique e transformar o pós-reserva em um novo momento de conversão com o Agente de Receita e o upgrade de acomodação.
O encerramento não foi apenas uma apresentação de telas. As equipes percorreram jornadas, realizaram buscas e compras, testaram regras, confrontaram cenários de segurança e registraram ajustes necessários. O resultado foi uma leitura mais precisa do que já funciona, do que precisa de acabamento e de qual sequência de evolução pode levar cada frente ao mercado.
Quando o hackathon termina, o produto começa
Uma demonstração ao vivo tem um papel que nenhum protótipo isolado consegue cumprir: colocar tecnologia, regra de negócio e experiência de uso diante do mesmo cenário. Foi isso que aconteceu no encerramento. Cada fluxo validado também trouxe perguntas sobre nomenclatura, consistência visual, atualização de status, comunicação, preço e comportamento em situações menos óbvias.
Esse processo reforçou um princípio central desta edição: uma funcionalidade só gera valor quando a jornada pode ser concluída com clareza. Por isso, a reunião não tratou “funcionar” e “estar pronto para escalar” como sinônimos. O núcleo das soluções foi demonstrado, enquanto os pontos de lapidação foram transformados em prioridades objetivas.
Mais do que encerrar uma semana, o encontro estabeleceu uma ponte entre hipótese, produto e operação.
Rodoviário B2B: a venda corporativa percorre o fluxo principal
No desafio Rodoviário B2B, a meta era evoluir uma solução existente para atender também às necessidades das empresas. Na apresentação final, o grupo percorreu o núcleo dessa jornada: pesquisa de trechos, comparação das opções, aplicação das condições comerciais, seleção de assentos, identificação dos passageiros, escolha da forma de recebimento, confirmação e consulta da reserva.
A demonstração também chegou ao pós-venda, com a visualização dos serviços gerados e o acionamento de cancelamento. Isso provou que o Rodoviário B2B deixou de ser apenas uma possibilidade comercial e passou a contar com uma base funcional sobre a qual a oferta corporativa poderá avançar.
Os testes revelaram, ao mesmo tempo, ajustes importantes para a experiência final. A hierarquia entre cidades e terminais precisa facilitar a busca. Resultados agrupados por ponto de partida devem seguir critérios claros de ordenação. Informações como classe da poltrona, embarque direto, política de cancelamento, fuso horário, taxas, localizador e dados do viajante precisam adotar a mesma linguagem e a mesma lógica já conhecidas em outros produtos da plataforma.
Esses pontos não diminuem a entrega; indicam que o fluxo alcançou maturidade suficiente para ser avaliado como produto. O próximo passo é lapidar a experiência, consolidar os dados apresentados no detalhe da reserva, validar notificações e relatórios e concluir as dependências da integração externa.
Compra com um clique: conveniência apoiada por regras de segurança
A compra com um clique avançou na infraestrutura necessária para que um cliente reutilize um cartão sem preencher novamente todos os dados. A entrega utiliza tokenização, de modo que a nova transação trabalha com um identificador seguro do meio de pagamento, e não com a exposição das informações sensíveis do cartão.
Na reunião final, o grupo testou três situações que ajudam a dimensionar a solução. Na primeira compra, o cliente pode autorizar o salvamento do cartão. Quando está autenticado, pode visualizar os meios disponíveis, utilizar o cartão definido como preferencial e cadastrar outra opção durante um novo checkout. Se a pessoa já existe, mas não está autenticada, a carteira não é exposta nem associada automaticamente àquela navegação.
A carteira também começou a aparecer de forma coerente nos diferentes pontos da jornada, como checkout, Minhas Viagens e Minha Conta. Cartões expirados são retirados das opções de pagamento e permanecem identificados como indisponíveis na gestão da conta, onde podem ser excluídos. Na primeira versão, edição e cadastro manual direto nessa área não fazem parte do escopo; um novo cartão entra durante uma compra, quando há contexto para validá-lo e tokenizá-lo.
A apresentação ainda identificou comportamentos a revisar em autenticação adicional, mensagens de confirmação e integrações com diferentes credenciais de pagamento. Mesmo assim, a base essencial foi provada: consentimento, tokenização, preferência, reutilização, expiração e proteção para o usuário não autenticado. É essa infraestrutura que poderá reduzir abandono e facilitar a aquisição de experiências e serviços no pós-reserva.
Agente de Receita: da campanha à oportunidade rastreável
O Agente de Receita saiu do briefing como uma ideia ampla: usar os dados da reserva para decidir o que oferecer, para quem e em qual momento. No encerramento, essa ideia já aparecia em uma estrutura de produto com campanhas, configurações de upgrade e acompanhamento de oportunidades.
No fluxo demonstrado:
- o hotel pode ativar uma campanha para toda a rede ou para um hotel;
- selecionar experiências;
- delimitar reservas elegíveis por datas e ocupação;
- montar uma régua de comunicação relacionada à compra, ao check-in ou ao check-out;
- também é possível configurar remetente, assunto e recorrência dos e-mails.
A campanha deixa, assim, de ser uma mensagem isolada. Ela passa a combinar produto, contexto e timing. Cada reserva compatível pode gerar uma oportunidade cujo estado acompanha a evolução da comunicação, do envio ao clique e à conversão. O e-mail em desenvolvimento foi desenhado para organizar as experiências da campanha e conduzir o hóspede à continuidade da jornada em Minhas Viagens.
Os testes também trouxeram decisões de usabilidade. Termos internos precisam dar lugar a palavras conhecidas pelo usuário. A recorrência deve se aproximar de padrões já aprendidos em ferramentas de calendário. Segmentação e calendário de disparos precisam continuar separados: uma regra define quais reservas entram na campanha; outra determina quando as pessoas serão contatadas.
Essa clareza é importante para que o agente seja útil sem se tornar invasivo. Uma campanha pode ter começo, meio e fim, como uma ação de Natal, ou permanecer ativa de forma contínua. Em ambos os casos, a operação precisa evitar mensagens fora de contexto e deixar de insistir em um produto que já foi adquirido.
Upgrade: a busca já encontra oportunidades reais de maior valor
A frente de upgrade avançou em paralelo. A configuração permite relacionar uma categoria de quarto-base a uma ou mais acomodações superiores. A partir da reserva, a busca consulta disponibilidade, filtra somente as opções configuradas e calcula a diferença a pagar.
Na demonstração, uma reserva em categoria superior recebeu alternativas elegíveis para categorias acima dela. O grupo também reforçou uma regra indispensável: a oferta deve representar aumento de valor. Se uma acomodação configurada estiver momentaneamente mais barata do que a categoria já reservada, ela não deve aparecer como upgrade.
A decisão de priorização foi objetiva: concluir primeiro o fluxo de experiências de ponta a ponta e, em seguida, avançar na transação de upgrade. Em produto, uma jornada inteira vale mais do que duas experiências parcialmente concluídas.
Três entregas, uma mesma arquitetura de crescimento
Embora os grupos tenham trabalhado em desafios distintos, as entregas se conectam.
O Agente de Receita identifica uma oportunidade e ativa a comunicação. Minhas Viagens recebe o cliente em um ambiente associado à reserva. A carteira tokenizada reduz o esforço para concluir a nova compra. O upgrade e as experiências aumentam o valor da hospedagem. O Rodoviário B2B amplia o inventário e aproxima mobilidade e estadia dentro de uma jornada mais completa.
Essa conexão transforma funcionalidades em plataforma. Em vez de criar módulos que dependem de operação manual e permanecem isolados, a Niara avança em uma arquitetura capaz de reconhecer contexto, apresentar uma oferta, processar a transação e registrar o resultado.
É também aqui que escala ganha um significado concreto. Escalar não é apenas atender mais transações; é repetir uma jornada confiável, com padrões de linguagem, dados consistentes, regras transparentes e indicadores que mostrem o valor gerado.
O que o encerramento deixou como aprendizado
O 10º Hackathon Niara termina com quatro aprendizados centrais:
- Testar ao vivo acelera o produto. A execução completa revela inconsistências que não aparecem quando cada componente é analisado separadamente.
- Segurança e conveniência precisam evoluir juntas. Uma etapa só pode desaparecer quando identidade, consentimento e contexto estão bem resolvidos.
- Padrões conhecidos reduzem complexidade. Nomes, filtros, recorrências, preços, status e detalhes de reserva devem se comportar de maneira familiar em todo o ecossistema.
- Priorizar também é entregar. Transformar lacunas em uma sequência clara de evolução evita dispersão e aproxima o produto de uma experiência realmente utilizável.
Da semana intensiva à próxima entrega
Os próximos passos já estão definidos. No Agente de Receita, a prioridade é completar a jornada de experiências entre e-mail, Minhas Viagens e checkout. No upgrade, o trabalho avança para pagamento, alteração e confirmação da nova acomodação. Na compra com um clique, a evolução passa por refinar autenticação e ampliar a compatibilidade da infraestrutura de pagamento. No Rodoviário B2B, o foco está na lapidação da interface, na consistência das informações e na conclusão das dependências de integração.
O 10º Hackathon não terminou com três ideias isoladas ou com a promessa de que tudo está pronto. Terminou com núcleos funcionais, decisões mais maduras e um roadmap mais preciso. Isso é o que transforma uma semana de inovação em desenvolvimento de produto: provar a proposta, aprender com a jornada real e seguir até que o valor possa chegar ao cliente.
Ao conectar receita, pagamento, hospedagem e mobilidade, a Niara dá mais um passo em direção a uma plataforma em que cada reserva pode continuar gerando conveniência para o viajante, eficiência para a operação e novas oportunidades de negócio.
Sobre a Niara
A Niara Tecnologia é especialista em venda direta para hotéis. Desenvolvemos soluções que organizam e potencializam toda a operação comercial do hotel, conectando atendimento, reservas, pagamentos, marketing e fidelização em um único ecossistema.
Com mais de 20 anos de experiência no mercado de turismo e hotelaria, criamos tecnologia pensada para resolver desafios reais da operação hoteleira e aumentar a conversão das vendas diretas.
A Niara faz parte do Grupo Omnibees que formam a maior travel tech da América Latina, reunindo tecnologia, inteligência de mercado e inovação para impulsionar os resultados da hotelaria.
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